quarta-feira, janeiro 06, 2010

DECLARAÇÃO DE COIMBRA

A Assembleia Municipal de Coimbra aprovou, na sua última sessão, a “Declaração de Coimbra”. Esta mais não é do que a sugestão aos deputados da Nação para assumirem a iniciativa parlamentar de suspender a co-incineração de resíduos industriais perigosos.
Trata-se de parar um processo que começou por teimosia – quando tudo estava preparado para outras soluções. Prolongou-se por manifesta falta de bom senso – quando a delicadeza do tema mais o exigia. Enredou-se em questiúnculas jurídicas – quando a decisão das decisões é eminentemente política.
A queima de resíduos industriais perigosos em cimenteiras é um assunto demasiado sério para ser levado a cabo por imposição de uma maioria partidária conjuntural. Exige debate, discussão e amplo acordo. Principalmente porque há alternativas. Decididamente porque há questões de saúde pública por esclarecer.
A “Declaração de Coimbra” pretende que se devolva à política o que à política diz respeito. Estranhando-se, mas de nada se acusando, os que inesperadamente possam mudar de lado da barricada. E, já agora, não será pedir de mais que obscuros interesses não se intrometam, para que a patifaria fique à porta da casa da democracia.