
quarta-feira, novembro 12, 2008
terça-feira, novembro 11, 2008
segunda-feira, novembro 10, 2008
sábado, novembro 08, 2008
machimbombo americano

1. Eu já tinha visto esta fotografia. Na ronda que faço pelos meus blogs de referência, lá estava ela num post: “É irresistível partilhar com os leitores do CAUSA NOSSA esta extraordinária fotografia, que me foi mandada por alguém que segue atentamente o que se passa no Corno de África. O camião apinhado é semelhante a muitos que se vêm passar pelo Darfur (Sudão) ou pelo vizinho Chade.”
2. Quando hoje abri o correio electrónico deparei-me com um e-mail que continha a mesma fotografia, mas com uma mensagem diferente: “E começaram as anedotas… Família de Obama a caminho da Casa Branca”.
3. Para além de tudo o mais que se possa pensar, incluindo o mau gosto da “joke”, retive as palavras camião e família. Porque me trazem à memória a América e a África que conheço porque nelas estudei e vivi. E também porque nem Obama será o camião que muitos pensam poder vir a ser, nem a família africana deixará de confiar sempre e primeiro no mais velho de entre os sábios da tribo.
4. E não é que me relembrei de Manoel de Barros. O brasileiro de quem se diz que a sua poesia "Tem a força de um estampido em surdina. Carrega a alegria do choro." E de quem ele próprio diz que "Noventa por cento do que escrevo é invenção. Só dez por cento é mentira".
sexta-feira, novembro 07, 2008
Fernando Pessoa

Autopsicografia
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.
quinta-feira, novembro 06, 2008
SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
Navegações
VII
Vi as águas, os cabos, vi as ilhas
E o longo baloiçar dos coqueirais
Vi lagunas azuis como safiras
Rápidas aves furtivos animais
Vi prodígios espantos maravilhas
Vi homens nus bailando nos areais
E ouvi o fundo som de suas falas
Que já nenhum de nós entendeu mais
Vi ferros e vi setas e vi lanças
Oiro também à flor das ondas finas
E o diverso fulgor de outros metais
Vi pérolas e conchas e corais
Desertos fonte trémulas campinas
Vi o rosto de Eurydice das neblinas
Vi o frescor das coisas naturais
Só do Preste João não vi sinais
As ordens que levava não cumpri
E assim contando tudo quanto vi
Não sei se tudo errei ou descobri
VII
Vi as águas, os cabos, vi as ilhas
E o longo baloiçar dos coqueirais
Vi lagunas azuis como safiras
Rápidas aves furtivos animais
Vi prodígios espantos maravilhas
Vi homens nus bailando nos areais
E ouvi o fundo som de suas falas
Que já nenhum de nós entendeu mais
Vi ferros e vi setas e vi lanças
Oiro também à flor das ondas finas
E o diverso fulgor de outros metais
Vi pérolas e conchas e corais
Desertos fonte trémulas campinas
Vi o rosto de Eurydice das neblinas
Vi o frescor das coisas naturais
Só do Preste João não vi sinais
As ordens que levava não cumpri
E assim contando tudo quanto vi
Não sei se tudo errei ou descobri
quarta-feira, novembro 05, 2008
terça-feira, novembro 04, 2008
segunda-feira, novembro 03, 2008
sexta-feira, outubro 31, 2008
quinta-feira, outubro 30, 2008
Vinícius de Moraes
Soneto da Fidelidade
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
quarta-feira, outubro 29, 2008
terça-feira, outubro 28, 2008
Florbela Espanca
Ser poeta
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
segunda-feira, outubro 27, 2008
sábado, outubro 25, 2008
sábado, setembro 20, 2008
INCONFIDÊNCIAS # 7
Coimbrinha: Cada cidade tem a sua alma e um carácter próprios. Um povo concreto e uma história, feita e a refazer-se diariamente, que a diferencia das demais. O mesmo se passa com Coimbra. Quando cá estamos não perdemos uma oportunidade para dizer mal. Certamente, muitas vezes com razão. Mas quando viajamos para os confins do mundo, estejamos no Saara ou nos Alpes, no Rio de Janeiro ou em Pequim, nos Estados Unidos ou no Egipto, lembramo-nos invariavelmente de onde somos e de quanto afinal gostamos dela. E se há segredo para este encantamento por Coimbra, talvez se deva ao facto de ser mulher e portanto misteriosa.
Reequilibrismo: o poder autárquico será tanto mais forte quanto não abdicar de representar a sua comunidade e de assumir-se de facto como poder local, independente do poder central e dos interesses. E isto depende dos políticos que temos e das políticas que querem. Dos políticos espera-se que pensem menos nos seus interesses pessoais e mais no exercício honesto das suas funções. E que, mesmo na diferença, se tratem com urbanidade e com urbanidade tratem os cidadãos e o que eles representam. Das políticas, provavelmente haverá que redefinir prioridades e concentrar esforços e meios noutros alvos, como seja o social. É tudo uma questão de reequilíbrio. Porque o futuro já começou.
Água das Fontes: se o que se passa com a construção do novo Hospital Pediátrico não fosse uma vergonha, até seria caso para readaptar o anedotário nacional. Que importância tem que a ARS admitisse um desvio de 18% e a firma contratada para fiscalizar a empreitada uma derrapagem de 25%? Que consequência politica resulta dos construtores reclamarem mais 53% do montante da adjudicação? Garantidamente o Estado, o fiscal, o construtor e mais uma fiada interminável de intervenientes não têm culpa nenhuma. Resta perguntar ao cimento que responderá lá estar e ao ferro que dirá o mesmo, acrescentando talvez um espantado – porquê eu? Finalmente, com todos de olhos postos na água, a ultima a ser inquirida e que não tem outro remédio senão arcar com as culpas, timidamente dirá baixinho que, desde há séculos, nunca de lá saiu!
Tolos: Coimbra perdeu a sede central do Turismo Centro Portugal, a entidade que substitui a Região de Turismo do Centro. Com os estatutos já homologados a sede vai para o distrito de Aveiro e haverá 4 delegações - Coimbra, Viseu, Guarda e Castelo Branco. Perante a revisitação de mais uma perda para Coimbra, parece agora que está quase inventada a fórmula para enganar e convencerem-nos a nós, os tolos. A coisa fica a meio caminho - um pulinho apenas - ali para as bandas do Buçaco ou da Curia. E os tolos somos nós?
Mamma Mia: mesmo para quem já tinha visto o musical ou para quem nunca apreciou a música dos Abba e desdenhou do ex-Bond Pierce Brosnan, o filme recomenda-se. Porque está lá Meryl Streep no seu melhor. Porque, quanto mais não seja, são duas horas sem pensar neste Portugal dos Pequenitos.
Abraços de Urso: “Se calhar se tivesse chegado há seis anos as dificuldades não seriam tantas.” E “Se não conseguir impor as minhas ideias saio pela mesma porta que entrei na Académica”. (do Vice da AAC/OAF Jorge Alexandre em entrevista ao Diário de Coimbra)
Aviso à Navegação: Não percebo por que é que o PS arrisca uma séria querela político-institucional com Belém por causa do caprichismo radical dos partidos açoreanos. (Vital Moreira no Causa Nossa)
Reequilibrismo: o poder autárquico será tanto mais forte quanto não abdicar de representar a sua comunidade e de assumir-se de facto como poder local, independente do poder central e dos interesses. E isto depende dos políticos que temos e das políticas que querem. Dos políticos espera-se que pensem menos nos seus interesses pessoais e mais no exercício honesto das suas funções. E que, mesmo na diferença, se tratem com urbanidade e com urbanidade tratem os cidadãos e o que eles representam. Das políticas, provavelmente haverá que redefinir prioridades e concentrar esforços e meios noutros alvos, como seja o social. É tudo uma questão de reequilíbrio. Porque o futuro já começou.
Água das Fontes: se o que se passa com a construção do novo Hospital Pediátrico não fosse uma vergonha, até seria caso para readaptar o anedotário nacional. Que importância tem que a ARS admitisse um desvio de 18% e a firma contratada para fiscalizar a empreitada uma derrapagem de 25%? Que consequência politica resulta dos construtores reclamarem mais 53% do montante da adjudicação? Garantidamente o Estado, o fiscal, o construtor e mais uma fiada interminável de intervenientes não têm culpa nenhuma. Resta perguntar ao cimento que responderá lá estar e ao ferro que dirá o mesmo, acrescentando talvez um espantado – porquê eu? Finalmente, com todos de olhos postos na água, a ultima a ser inquirida e que não tem outro remédio senão arcar com as culpas, timidamente dirá baixinho que, desde há séculos, nunca de lá saiu!
Tolos: Coimbra perdeu a sede central do Turismo Centro Portugal, a entidade que substitui a Região de Turismo do Centro. Com os estatutos já homologados a sede vai para o distrito de Aveiro e haverá 4 delegações - Coimbra, Viseu, Guarda e Castelo Branco. Perante a revisitação de mais uma perda para Coimbra, parece agora que está quase inventada a fórmula para enganar e convencerem-nos a nós, os tolos. A coisa fica a meio caminho - um pulinho apenas - ali para as bandas do Buçaco ou da Curia. E os tolos somos nós?
Mamma Mia: mesmo para quem já tinha visto o musical ou para quem nunca apreciou a música dos Abba e desdenhou do ex-Bond Pierce Brosnan, o filme recomenda-se. Porque está lá Meryl Streep no seu melhor. Porque, quanto mais não seja, são duas horas sem pensar neste Portugal dos Pequenitos.
Abraços de Urso: “Se calhar se tivesse chegado há seis anos as dificuldades não seriam tantas.” E “Se não conseguir impor as minhas ideias saio pela mesma porta que entrei na Académica”. (do Vice da AAC/OAF Jorge Alexandre em entrevista ao Diário de Coimbra)
Aviso à Navegação: Não percebo por que é que o PS arrisca uma séria querela político-institucional com Belém por causa do caprichismo radical dos partidos açoreanos. (Vital Moreira no Causa Nossa)
segunda-feira, setembro 08, 2008
INCONFIDÊNCIAS # 6
Em férias há quem trabalhe. Até porque há “Vida para além da Vita”. E há quem não o fazendo, se inunde de diários e semanários que esvoaçam pela praia. Mas, para quem férias são férias, nada como regressar de olhos límpidos e, em minutos, voltar a zangar-se com a paróquia e com o mundo:
1. Algarve e Dubai: A polémica proibição imposta à prática de massagens nas praias algarvias (pois sabe-se como começam, mas não como acabam...) parece, afinal, ter sido inspirada da islâmica legislação em vigor no Dubai, onde um casal inglês está a ser acusado de fazer sexo numa praia e incorre, por isso, numa pena de até seis anos de prisão. Os satânicos acusados, alegam que estavam apenas a "trocar carícias", mas, como muito bem sabem as autoridades algarvias, a troca de carícias é mais de meio caminho percorrido a caminho da perdição. (M.J.M. no Teatro Anatómico)
2. Nenhum silêncio é inocente: diz-se que Manuela Ferreira Leite vai "quebrar o silêncio". Diz-se que esse magno acontecimento ocorrerá no domingo, no encerramento da Universidade de Verão do PSD. Diz-se, numa amarga perturbação, que a calada senhora, a fim de manter a estratégia da inaudibilidade - apenas sussurrará. (Baptista-Bastos no Surumbático)
3. Taxa Robin dos Bosques: Como é que funciona a taxa Robin dos Bosques quando o petróleo desce de $147 para $109? O valor dos stocks da Galp baixou. Desaparecem os tais lucros escandalosos e injustificáveis. O que é que acontece agora? O Estado vai pagar 25% do prejuízo da Galp? (João Miranda no Blasfémias)
4. Ajudinha desinteressada: Parece que o CDS está num transe porque de repente descobriram que não têm vice-presidentes. Sugiro a Portas que convide o militante doador Jacinto Leite Capelo Rego. De certezinha que ele aceita por sacrifício, militância e quiçá com mais uma contibuiçãozinha para os cofres do partido. (Jorge Ferreira no Tomar Partido)
5. Normas Disciplinares: "Artº...º(...) 5 - E é permitido ainda o ataque traiçoeiro ao gasganete do juiz auxiliar, mesmo que no decurso do encontro e no exercício das suas funções, perpetrado por adepto, sócio ou outro, mediante o pagamento posterior de uma contrapartida de valor nunca superior a 5.000,00 €." (Vasco Lobo Xavier no Mar Salgado)
6. Desconfiar: Somos controlados pela Via Verde, pelo Cartão Único, pelo trajecto dos cartões de crédito, pelos cartões magnéticos dos hotéis, pelo acesso às nossas contas e impostos, pelos registos nas cartas de condução, pelas fichas clínicas (que não são sigilosas), pela ficha de cliente de uma loja – e agora também pelo chip electrónico na matrícula dos automóveis. (…) Entrámos na era da desconfiança. Também nós devemos desconfiar. (Francisco José Viegas na Origem das Espécies)
7. Parece: que a actriz e modelo Lisa Snowdon está sem namorado há 1 ano. É que o último foi George Clooney, e agora todos os tipos que ela conhece têm medo de serem o homem a seguir a George Clooney. A competição é a doença infantil da masculinidade. (Pedro Mexia no Estado Civil)
1. Algarve e Dubai: A polémica proibição imposta à prática de massagens nas praias algarvias (pois sabe-se como começam, mas não como acabam...) parece, afinal, ter sido inspirada da islâmica legislação em vigor no Dubai, onde um casal inglês está a ser acusado de fazer sexo numa praia e incorre, por isso, numa pena de até seis anos de prisão. Os satânicos acusados, alegam que estavam apenas a "trocar carícias", mas, como muito bem sabem as autoridades algarvias, a troca de carícias é mais de meio caminho percorrido a caminho da perdição. (M.J.M. no Teatro Anatómico)
2. Nenhum silêncio é inocente: diz-se que Manuela Ferreira Leite vai "quebrar o silêncio". Diz-se que esse magno acontecimento ocorrerá no domingo, no encerramento da Universidade de Verão do PSD. Diz-se, numa amarga perturbação, que a calada senhora, a fim de manter a estratégia da inaudibilidade - apenas sussurrará. (Baptista-Bastos no Surumbático)
3. Taxa Robin dos Bosques: Como é que funciona a taxa Robin dos Bosques quando o petróleo desce de $147 para $109? O valor dos stocks da Galp baixou. Desaparecem os tais lucros escandalosos e injustificáveis. O que é que acontece agora? O Estado vai pagar 25% do prejuízo da Galp? (João Miranda no Blasfémias)
4. Ajudinha desinteressada: Parece que o CDS está num transe porque de repente descobriram que não têm vice-presidentes. Sugiro a Portas que convide o militante doador Jacinto Leite Capelo Rego. De certezinha que ele aceita por sacrifício, militância e quiçá com mais uma contibuiçãozinha para os cofres do partido. (Jorge Ferreira no Tomar Partido)
5. Normas Disciplinares: "Artº...º(...) 5 - E é permitido ainda o ataque traiçoeiro ao gasganete do juiz auxiliar, mesmo que no decurso do encontro e no exercício das suas funções, perpetrado por adepto, sócio ou outro, mediante o pagamento posterior de uma contrapartida de valor nunca superior a 5.000,00 €." (Vasco Lobo Xavier no Mar Salgado)
6. Desconfiar: Somos controlados pela Via Verde, pelo Cartão Único, pelo trajecto dos cartões de crédito, pelos cartões magnéticos dos hotéis, pelo acesso às nossas contas e impostos, pelos registos nas cartas de condução, pelas fichas clínicas (que não são sigilosas), pela ficha de cliente de uma loja – e agora também pelo chip electrónico na matrícula dos automóveis. (…) Entrámos na era da desconfiança. Também nós devemos desconfiar. (Francisco José Viegas na Origem das Espécies)
7. Parece: que a actriz e modelo Lisa Snowdon está sem namorado há 1 ano. É que o último foi George Clooney, e agora todos os tipos que ela conhece têm medo de serem o homem a seguir a George Clooney. A competição é a doença infantil da masculinidade. (Pedro Mexia no Estado Civil)
Subscrever:
Mensagens (Atom)


















