domingo, abril 10, 2005
O Caderno de encargos
Marques Mendes é o novo líder do PSD. E tem um difícil caderno de encargos, sob pena de não passar de um homem de transição. Como aliás muitos esperam e alguns espreitam. A saber:
1. Credibilizar o PSD - Mantendo uma linha de rumo, coerente e firme. Um partido unido no parlamento e fora dele, falando a uma só voz. Identificado com os interesses de Portugal e disposto a servir os portugueses. Um partido de valores, interclassista, popular, democrático e reformista. Fiel ao seu ideário e à sua filiação humanista e personalista.
2. Fazer oposição ao governo socialista - Obrigando o PS a governar e tomando a iniciativa política. O PSD deve ter a sua própria agenda e não ir a reboque dos interesses imediatos do PS. Apresentando propostas próprias e não esperando pelas dos outros, para depois criticar por criticar;
3. Ganhar a confiança dos Portugueses - É indispensável criar no País até Outubro, um clima político favorável para puder enfrentar e ganhar os combates que se avizinham. As autárquicas e as presidenciais ganham-se com bons candidatos, mas perdem-se se não houver um ambiente político nacional favorável ao PSD e contrário ao PS;
4. Vencer as eleições autárquicas - O PSD é de longe o maior partdo autárquico e dificilmente suportaría mais uma derrota, sem que o líder sofra as consequências. Este é o maior teste de fogo e que pode levar tudo a perder se os resultados não forem favoráveis. É fundamental escolher os melhores candidatos e é importante ter um projecto autárquico. Cada autarquia tem a sua especificidade própria, mas um partido só faz sentido se tiver um conjunto de causas nacionais e locais pelas quais todos se batem;
5. Vencer as eleições presidenciais - Cavaco Silva é o candidato natural do PSD e o único ganhador. Esta oportunidade única de ter um candidato do espaço político do PSD tem que ser gerida com cuidado. O PSD deve evitar pôr-se em bicos dos pés, sob pena de deitar tudo a perder a favor da esquerda unida;
6. Preparar a renovação do PSD - Alterando as regras do jogo interno dentro do partido. Um partido de bases inter-classistas e não de quadros políticos profissionais. Enfrentando os inúmeros caciques locais que transformaram estruturas em quintas suas, feudos de famílias e grupos fechados. E fundamentalmente abrindo o PSD à sociedade, preocupando-se com os seus problemas e desafios;
7. Ganhar o Congresso de Março de 2005 - Impondo aí novas regras estatutárias e promovendo a mais ampla discussão sobre o programa do partido. Avançar para as directas e escolher os que entende como melhores para o ajudarem a dirigir o partido, sem ter que negociar com os habituais grupos internos. Estarão então criadas as condições para enfrentar Sócrates no tempo próprio e ser primeiro-ministro de Portugal.
quarta-feira, abril 06, 2005
sábado, abril 02, 2005
Hoje
Hoje sonhei com ondas de barcos lentos a navegar.
Revi sorrisos de amigos perdidos,
as dunas no deserto e cores de céu por sobre o mar.
Hoje chorei a força do vento nas chuvas de Março.
Senti o sabor a fruta madura na boca,
a maresia no corpo e miragens na praia do meu olhar.
Hoje fiz castelos na areia, sentado na velha ponte a pescar.
(Anónimo)
Revi sorrisos de amigos perdidos,
as dunas no deserto e cores de céu por sobre o mar.
Hoje chorei a força do vento nas chuvas de Março.
Senti o sabor a fruta madura na boca,
a maresia no corpo e miragens na praia do meu olhar.
Hoje fiz castelos na areia, sentado na velha ponte a pescar.
(Anónimo)
quinta-feira, março 31, 2005
O jogador de xadrez
Até agora fiz política como quem vai para um combate de boxe. A partir de agora serei um jogador de xadrez.
sábado, março 26, 2005
OS MEUS DESEJOS
1. Eu desejo que no próximo congresso, o PPD/PSD se reafirme como um partido de princípios, defensor da dignidade e dos direitos sociais e políticos da pessoa humana, da identidade da Nação Portuguesa, do combate à pobreza, da correcção de injustiças, da proteção dos excluídos e marginalizados e da promoção de maior igualdade entre os nossos concidadãos.
2. Um partido de valores e de carácter, corajoso, tolerante, humilde, transparente, identificado com os interesses de Portugal e disposto a servir os Portugueses. Um partido Nacional, inter-classista e inter-regional. De bases e não de notáveis ou quadros, de eleitores e não de grupos, de raíz local e aberto à sociedade.
3. Um partido Popular, Democrático e Reformista. Popular nas suas raízes, na primazia da sociedade civil sobre o Estado, na defesa dos mais desfavorecidos e marginalizados. Democrático na sua prática interna, na garantia das liberdades e da segurança das pessoas e no controlo permanente dos governantes pelos governados. Reformista na procura da modernização e da mudança gradual e participada, sem rupturas que prejudiquem a coesão social, na luta por uma nação mais justa, uma sociedade civil mais forte e na devolução de confiança à política.
4. Um partido para as pessoas, em que haja dignidade nas suas vidas e que luta por uma Nação mais justa. Fiel ao seu ideário e à sua filiação humanista e personalista, concebe o exercício da política na prespectiva de que o importante são as pessoas.
5. Um partido de vocação maioritária, devendo reforçar a importância da sua abertura à sociedade, sempre preocupado com os seus problemas e desafios. É necessário colocar o partido a falar com os portugueses e dar valor ao militantismo e ao empenhamento político generoso porque gratuito. Definitivamente, as estruturas partidárias não podem ser feudos de famílias, grupos fechados, clubes afastados da sociedade civil e servindo só para fins eleitorais reveladores de interesses individuais.
2. Um partido de valores e de carácter, corajoso, tolerante, humilde, transparente, identificado com os interesses de Portugal e disposto a servir os Portugueses. Um partido Nacional, inter-classista e inter-regional. De bases e não de notáveis ou quadros, de eleitores e não de grupos, de raíz local e aberto à sociedade.
3. Um partido Popular, Democrático e Reformista. Popular nas suas raízes, na primazia da sociedade civil sobre o Estado, na defesa dos mais desfavorecidos e marginalizados. Democrático na sua prática interna, na garantia das liberdades e da segurança das pessoas e no controlo permanente dos governantes pelos governados. Reformista na procura da modernização e da mudança gradual e participada, sem rupturas que prejudiquem a coesão social, na luta por uma nação mais justa, uma sociedade civil mais forte e na devolução de confiança à política.
4. Um partido para as pessoas, em que haja dignidade nas suas vidas e que luta por uma Nação mais justa. Fiel ao seu ideário e à sua filiação humanista e personalista, concebe o exercício da política na prespectiva de que o importante são as pessoas.
5. Um partido de vocação maioritária, devendo reforçar a importância da sua abertura à sociedade, sempre preocupado com os seus problemas e desafios. É necessário colocar o partido a falar com os portugueses e dar valor ao militantismo e ao empenhamento político generoso porque gratuito. Definitivamente, as estruturas partidárias não podem ser feudos de famílias, grupos fechados, clubes afastados da sociedade civil e servindo só para fins eleitorais reveladores de interesses individuais.
sexta-feira, março 25, 2005
O PRIMADO DA POLÍTICA
1. Eu desejo que no próximo congresso, o PPD/PSD volte a ser o partido do primado da política e da necessidade de lhe devolver confiança. O que exige reformas do sistema eleitoral, da legislação sobre partidos políticos e respectivo financiamento, do registo de grupos de interesse e de pressão e de maior transparência no exercício do poder.
2. O que deve mover o PPD é a ideia que temos do interesse de Portugal. Acima dos interesses partidários ou dos interesses particulares está o interesse de Portugal. Não tolerando mais a arrogância no poder, por deslumbramento ou por vingança. A nossa democracia precisa de humildade, porque se há dado certo e reconfirmado é que o poder nunca é eterno. A vontade popular é o supremo julgamento – o fundamento e o limite de todo o poder.
3. É urgente recuperar a confiança na política e nos políticos, trazendo verdade à vida política, moralizando, aproximando eleitores e eleitos. Esta indispensável maior aproximação entre eleitos e eleitores exige a criação de círculos uninominais e de um circulo nacional, no respeito pela representação proporcional. O eleito deve prestar contas perante os eleitores e não só perante o partido que o patrocina.
4. A política para valer a pena tem de ser mais do que uma lógica de ideias, um confronto de estratégias, um jogo de tácticas. É decisivo envolver as pessoas. O PPD não pode confundir adversários com inimigos, como não deve confundir os fins com os meios, porque as ideias estão ao serviço das pessoas e dos nossos concidadãos.
5. A redução do número de deputados, já defendida por Sá Carneiro, não temendo que o seu estatuto seja melhorado, mas exigindo um regime de maior dedicação, garantem um poder legislativo mais célere e um controlo político mais apertado. Obviamente necessário e que deve ser defendido com coragem, sem demagogias e não cedendo ao populismo fácil.
(Maló de Abreu)
2. O que deve mover o PPD é a ideia que temos do interesse de Portugal. Acima dos interesses partidários ou dos interesses particulares está o interesse de Portugal. Não tolerando mais a arrogância no poder, por deslumbramento ou por vingança. A nossa democracia precisa de humildade, porque se há dado certo e reconfirmado é que o poder nunca é eterno. A vontade popular é o supremo julgamento – o fundamento e o limite de todo o poder.
3. É urgente recuperar a confiança na política e nos políticos, trazendo verdade à vida política, moralizando, aproximando eleitores e eleitos. Esta indispensável maior aproximação entre eleitos e eleitores exige a criação de círculos uninominais e de um circulo nacional, no respeito pela representação proporcional. O eleito deve prestar contas perante os eleitores e não só perante o partido que o patrocina.
4. A política para valer a pena tem de ser mais do que uma lógica de ideias, um confronto de estratégias, um jogo de tácticas. É decisivo envolver as pessoas. O PPD não pode confundir adversários com inimigos, como não deve confundir os fins com os meios, porque as ideias estão ao serviço das pessoas e dos nossos concidadãos.
5. A redução do número de deputados, já defendida por Sá Carneiro, não temendo que o seu estatuto seja melhorado, mas exigindo um regime de maior dedicação, garantem um poder legislativo mais célere e um controlo político mais apertado. Obviamente necessário e que deve ser defendido com coragem, sem demagogias e não cedendo ao populismo fácil.
(Maló de Abreu)
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